sábado, 9 de novembro de 2024

Intervenção em Educação Ambiental Climática: enfocando a cidadania local e global no combate ás alterações climáticas

 

         

A BNCC orienta que os currículos incorporem, de forma transversal e integradora, os temas contemporâneos relevantes para o desenvolvimento da cidadania, que afetam a vida humana nos âmbitos local, regional e global, promovendo amplamente a abordagem da Educação Ambiental Climática (EAC), juntamente com outros temas.

 

A inserção do tema emergência climática no currículo da educação básica envolve: pedagogia orientadora à participação e a colaboração para a solução de problemas; intersdisciplinaridade; desenvolvimento de competências de sustentabilidade por meio de práticas inovadoras de ensino e aprendizagem; desenvolvimento de competências para refletir sobre as próprias ações, tendo em conta seus impactos sociais, culturais, econômicos e ambientais atuais e futuros, a partir de uma perspectiva local e global; utilização de TDIC para analisar problemas sociais de seu cotidiano com apresentação de propostas/soluções para problemas de seu território (cidade ou bairro), usando redes sociais, repositórios de conteúdos ou recursos digitais abertos para expressar suas ideias. De acordo com Pena-Vega (2023, p.25) “os jovens desejam e são capazes de ter um papel ativo na luta contra as mudanças climáticas e estão prontos para transformar a sociedade, evitando os impactos desastrosos das mudanças climáticas.”

 

a) Escolha dois objetivos para trabalhar a Educação Ambiental Climática  numa proposta de intervenção na educação básica:

 

 

compreender o fenômeno da emergência climática, causas e efeitos sobre o meio ambiente e conscientizar os alunos a respeito da importância do enfrentamento da emergência climática e de como abordá-la em sala de aula;

- permitir que alunos se tornem agentes de mudanças pelas ações e vozes que impactam na realidade e poderem transformar o mundo;

- refletir acerca de possíveis ações educativas de mitigação para redução de riscos de desastres climáticos que cada um pode empreender ao ter em conta as suas ações cotidianas;

- abordar a temática dos desastres climáticos a partir de problemas concretos locais ou globais, em forma de projetos ou atividades interdisciplinares;

- incentivar práticas pedagógicas e ações educativas voltadas à prevenção de riscos de desastres socioambientais;

- incentivar os alunos a se tornarem protagonistas de suas vidas, através de engajamento com atividades extracurriculares conectadas a seu território e integradas aos movimentos globais;

- propor iniciativas individuais e coletivas para a solução de problemas sócioambientais do território, com base na analise de ações de consumo consciente e de sustentabilidade bem sucedidas;

- integrar EAC no currículo da educação básica, visando a mitigação e a redução de vulnerabilidades e risco de desastres frente às mudanças climáticas;

- explorar conhecimentos acerca da emergência climática para despertar o engajamento dos jovens;

- conhecer estratégias para prevenir, mitigar e reduzir desastres causados pela emergência climática, contribuindo para que as comunidades adaptem-se à nova realidade climática em âmbito local, regional, nacional e mundial;

- explorar a relação existente entre clima, meio ambiente e riscos de desastres e a garantia dos direitos de crianças e adolescentes;

- analisar políticas de mitigação e adaptação à emergência climática do território;

- promover mobilização para intervenções, espaços de diálogo e construção de conhecimento sobre redução de riscos de desastres no âmbito da comunidade escolar.

 

b) No território escolhido para exploração ao longo do projeto, proponha três atividades envolvendo intervenção e exploração da EAC, atendendo aos objetivos escolhidos.

 

Roteiro da Intervenção/Atuação na EAC

 

1. Identificação da proposta: autores, escola, ano da educação básica, componentes curriculares, envolvidos. Onde será realizada a intervenção (bairro, escola, comunidade, unidade de conservação, etc), local escolhido (área de abrangência). Quem e quantos serão os beneficiários diretos considerando a participação da juventude.


2. Objetivos escolhidos: liste os dois objetivos escolhidos.


3. Descrição e registros da intervençãoindicar o que os alunos explorarão no território escolhido e o que aprenderão nos mesmos. Como as atividades serão registradas utilizando recursos de TDIC (redes sociais, vídeos, filmes, palestras, feira de ciências, seminários, debates, planos de emergência, plano de evacuação, sistema de alerta, jogos, rodas de conversa, relatórios, monitoramento das chuvas, simulações, fotografias, oficinas, mapeamento socioambiental, maquete, saída de campo, entrevistas, experimentos). 

Exemplo de atividades que podem ser desenvolvidas na intervenção: o que pode ser feito junto às lideranças locais, regionais, estaduais e nacionais para adotar medidas preventivas e de adaptação à emergência climática? O que pode ser feito em caso de desastres nesses locais, para que número ligar pedindo ajuda?  Qual órgão é responsável pelo local? Como as pessoas devem se portar em caso de desastres?; Campanha para diminuir doenças causadas por águas estagnadas e ligadas ao esgoto; Identificação de áreas propensas a enchentes, no plantio de árvores para a prevenção da erosão do solo, na limpeza de rios e córregos e na implementação de campanhas de conscientização na comunidade; Educação e conscientização da população sobre práticas sustentáveis para reduzir o impacto das enchentes; Desenvolvimento de planos de evacuação e alerta precoce para situações de emergência e desastres; Realização de palestras e workshops sobre emergência climática, seus efeitos na comunidade local e medidas de adaptação; Campanhas de conscientização sobre questões ambientais e climáticas, utilizando cartazes, panfletos, murais informativos e redes sociais para disseminar informações sobre como os hábitos diários podem impactar o meio ambiente e como as pessoas podem agir para reduzir esses impactos; simulação de emergência para preparar os alunos e a comunidade escolar para lidar com desastres naturais como inundações, deslizamentos de terra ou tempestades.  Compartilhamento de experiências pessoais e observações sobre os efeitos da emergência climática na comunidade local; Advogar por políticas públicas que promovam ações climáticas e participar de atividades de sensibilização e educação acerca da emergência climática; elaboração e distribuição de material educativo como cartilhas, vídeos e jogos interativos sobre emergência climática;  confecção de pluviômetro para as famílias das áreas de risco; participação em processos decisórios das políticas públicas sobre questões sócio-ambientais; e palestras sobre questões ambientais e emergência climática, explorando planos de emergência, plano de evacuação, sistema de alerta.

4. Resultados da intervenção – descreva a importância da proposta da intervenção escolhida e os resultados que serão alcançados, indicando como a execução da proposta contribuirá para a adaptação à emergência climática? Como a execução desta proposta contribuirá para a solução dos problemas socioambientais enfrentados no território e reduzir as vulnerabilidades diante de riscos de desastres.

terça-feira, 5 de março de 2024

Intervenção da Educação Ambiental Climática no Território



 Intervenção no território

Ações Propostas

O que podemos fazer junto às lideranças locais, regionais, estaduais e nacionais para adotar medidas preventivas e de adaptação à emergência climática?

Como tornar meu território sustentável? Condições de locomoção (transporte), acessibilidade, áreas verdes/arborização, perfil das construções, condições de rios e córregos, habitações, segurança, áreas de lazer, limpeza, coleta e tratamento do lixo, abastecimento de água, tratamento de esgoto, sistema de drenagem, desastres, zonas de riscos de desastres (erosão, alagamentos).

Identificação dos principais problemas socioambientais no entorno da escola: recursos hídricos, arborização urbana e biodiversidade. Locais de produção, distribuição e comercialização de alimentos, fontes de emissão de poluentes atmosféricos, serviços de saneamento ou a ausência ou influência destas; áreas de riscos (erosão, alagamentos, etc).

Registro da história de vida dos moradores da comunidade com fatos e dados históricos do bairro, enfatizando as alterações do ambiente em relação à emergência climática.

Construção de linha do tempo resgatando a história do bairro, região, por meio das memórias das pessoas da comunidade.

Proteção e salvaguarda do patrimônio cultural e natural do local em que vivem.

Adaptação à riscos relacionados ao clima e às catástrofes naturais.

Preservação da parte da história e patrimônio do lugar em que vive.

Participação legítima em processos decisórios das políticas públicas sobre riscos climáticos.

Mapear áreas de riscos na comunidade: identificar os sinais de alerta em casos de risco socioambiental. Identificar instância de proteção e apoio em caso de desastres. Conhecer desastres e estratégias de prevenção, adaptação e/ou mitigação na região.

Planejar e executar uma campanha de ação local contra a emergência climática.

Envolvimento da comunidade para diminuir os efeitos da emergência  climática em comunidades mais vulneráveis.

Palestras sobre questões ambientais e emergência climática.


Como a execução desta proposta contribuirá para a solução dos problemas socioambientais enfrentados no território e reduzir as vulnerabilidades diante de riscos de desastres.

Compreender os desafios globais a longo prazo, incluindo as alterações climáticas, as desigualdades, a pobreza e o desenvolvimento, bem como avaliar o modo como estes problemas influenciam a mudança na sociedade.

Registre utilizando recursos de TDIC: redes sociais, vídeos, filmes, palestras, feira de ciências, seminários, debates, planos de emergência, plano de evacuação, sistema de alerta, jogos, rodas de conversa, relatórios, monitoramento das chuvas, simulações, fotografias, oficinas, mapeamento socioambiental, maquete, saída de campo, entrevistas, experimentos.